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quarta-feira, 29 de junho de 2011

A LITURGIA NO SISTEMA PREVENTIVO DE DOM BOSCO



Ednaldo Oliveira[1]

“Em meio a rodadas e rodadas de spiribal, partidas mais partidas de futsal, gritos de euforia pela vitória, choro e confusão momentânea pela perda, todos eles (meninos e meninas, educadores e educadoras, salesianos e salesianas) são santificados enquanto Deus é glorificado.”

INTRODUÇÃO:

Igualar Sistema Preventivo e Liturgia é desafiador nos dias atuais. Ao mesmo tempo em que envolvente, interessante, necessário. O que fazer na vanguarda dos dias para salvar os nossos jovens e levá-los á contemplar a face do Altíssimo? Como encontrar novos místicos hoje? Como fazer da liturgia um lugar atraente para esses nossos destinatários?
A resposta para esses e tantos outros questionamentos estão no sistema preventivo. A proposta daquele padre do Piemonte é atual e operante até os nossos dias. Educar é tarefa expressiva e fundamental em uma sociedade carente e relativista em que nos encontramos; valores se foram com o vento, família tornou-se porto sustentável (economicamente falando), “Deus afastou-se” do ser humano e não responde mais aos seus anseios mais profundos. O caminho percorrido por Dom Bosco é seta para a felicidade, elevação ao Divino.
Seu olhar adiante dele abre novas perspectivas para os seus discípulos levarem á frente seu projeto educativo. Nele, a educação é vista de forma abrangente, que prepara para a vida. Sua visão de futuro, não tinha outro objetivo senão a promoção integral da pessoa (salvação), “Da mihi animas, cetera tolle”.
Elevar á pessoa ao Criador não pode ser outra coisa senão, louvor, celebração, liturgia. Dom Bosco anuncia a “obra da salvação pronunciada por Deus”, entre cantos, festas, artes, esporte, e muita, mais muita correria.
A chave deste infectante instrumento é a assitência-presença. Durante esta nossa conversa constataremos que valor e que poder tem esta grande arma. Nenhum segredo, nenhum enigma, nenhum código; simplesmente, acompanhar, estar junto e AMAR.

           1.0.    A LITURGIA NA SACROSANCTUM CONCILIUM

 1.1.  LITURGIA COMO FONTE DE VIDA NA SACROSANCTUM CONCILIUM

A liturgia é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo é a fonte de onde sai toda a sua força. Ela é fonte de vida para a Igreja. Pois os trabalhos são feitos para isso:

“Que todos se reúnam, louvem a Deus no meio da Igreja, participem do sacrifício e comam a ceia do Senhor” [2]

            A própria liturgia impele os fiéis que, saciados, sejam concordes na piedade; que conservem em suas vidas o que receberam pela fé. Da liturgia, portanto, deriva a graça para nós, e com maior eficácia é obtida aquela santificação dos homens e glorificação de Deus para qual tende todas as nossas atividades.
Terena.

1.1.        A LITURGIA TERENA E A LITURGIA CELESTE NA SACROSANCTUM CONCILIUM

Esta comparação que o documento faz sobre a liturgia é fantástica. Ter a mentalidade de estarmos antecipando as coisas do alto é fascinante e, ao mesmo tempo, comprometedor. A obra da salvação passa por esta dimensão, o já e o ainda não. Ao iniciarmos um ato litúrgico, nós estamos juntos com todos os que lá residem, no céu, na eternidade, para onde peregrinos nos encaminhamos.
E o nosso papel como praticantes do Sistema Preventivo de Dom Bosco não faz outro percurso se não, esse.

1.2.        SIGNIFICADO DA RELIGIÃO NO SISTEMA PREVENTIVO

Dom Bosco entendia a religião como instrumento de fundamental da educação. Como instrumento de salvação a religião oferece os canais da graça (sacramentos) e a doutrina que guia neste caminho seguro. Como meio de educação, a religião tem o papel de mudar e transformar as pessoas.[3]
Era uma concepção religiosa da vida, toda vivida á luz de Deus e de seu serviço. Insistia-se na presença paternal de Deus e estimulava-se a resposta de obediência filial e de amor: “Servir ao Senhor com alegria”.

1.3.        A RELIGIÃO E O JOVEM EM UMA SOCIEDADE PLURALISTA

A necessidade mudou com relação aos tempos de Dom Bosco. A situação sócio-cultural faz com que os jovens de hoje sejam também diferentes daqueles do tempo de Dom Bosco.
O jovem brasileiro é místico e possui um jeito todo especial de se ligar com Deus sem se ligar com uma instituição religiosa. Há jovens abertos á todas as experiências recolhendo o que interessa de todas as religiões, com as quais entram em contato.